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SEMINÁRIO
Fórum Democrático da Assembleia Legislativa promove debate sobre envelhecimento ativo e saudável
Olga Arnt - MTE 14323 - 13:30 - 07/10/2022 - Foto: Reprodução Fotografia / ALRS

O vice-presidente do Conselho Nacional da Pessoa Idosa, Mauro Freitas, foi o primeiro palestrante do seminário sobre Envelhecimento Ativo e Saudável, promovido pelo GEAD Saúde, Educação, Cultura e Envelhecimento do Fórum Democrático da Assembleia Legislativa, na manhã desta sexta-feira (7). O dirigente nacional ressaltou que o envelhecimento da população é um fenômeno acelerado no mundo inteiro e exige um reposicionamento geral da sociedade e dos governos. “Precisamos trabalhar para que isso não seja uma extensão de sofrimento, mas um ganho de vida com qualidade”, declarou, ao defender a adoção de políticas públicas permanentes para o segmento que ultrapassou a casa dos 60 anos.

Ele encara o cenário brasileiro com otimismo, mas alerta que é necessário mudar a maneira com que a sociedade atende as demandas de quem está na terceira idade, começando por resgatar diretrizes do Estatuto do Idoso, que completa 20 anos em 2022, e por estimular a chamada “economia prateada”, que coloca no mercado R$ 1,6 trilhão todo o ano. “Os brasileiros estão envelhecendo e ao mesmo tempo abrindo espaço e fazendo avançar um movimento que é uma verdadeira revolução em termos de direitos e cidadania”, pontuou.

Violência contra idosos

Impulsionado por avanços sociais e tecnológicos das últimas duas décadas, o envelhecimento deverá atingir um quatro da população das Américas até 2055. No Brasil, 15% da população já têm mais de 60 e 2,8% mais de 80 anos. Os dados foram apresentados pelo coordenador da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entidade que lidera a agenda concertada da Década do Envelhecimento Saudável 2021-2030 nas Américas, Ariel Kakolinski.

Ariel tratou também da violência contra os idosos que, de acordo com estatísticas globais, atinge um em cada seis pessoas com mais de 60 anos. As agressões, segundo ele, são praticadas em 90% dos casos por familiares e só 4% delas são notificadas, por conta do medo de represálias, vergonha ou mesmo para evitar problemas ao malfeitor. Ressaltou, no entanto, que a violência pode ser prevenida e combatida, desde que a população em geral e as autoridades estejam atentas ao problema.

Terceiro palestrante da manhã, o representante do Centro Demográfico Latino-americano e do Caribe, Simoni Cecchini, afirmou que é preciso “celebrar a extensão da vida” e criar mais oportunidades a partir do enfrentamento à matriz das desigualdades sociais, por meio de políticas públicas, do redimensionamento dos sistemas de proteção social e do combate ao etarismo.

A presidente do Conselho do Idoso do Rio Grande do Sul, Irade Cristofoli, fechou o encontro, defendendo a visibilidade para a pessoa idosa e a sensibilização dos governos para a causa. Ela enfatizou  também a necessidade de políticas permanentes e  do aumento das dotações orçamentárias das pastas encarregadas de executar os programas voltados ao segmento mais longevo da população.

Ao avaliar o seminário, o coordenador do GEAD, Lélio Falcão, classificou o debate de proveitoso à medida em que trouxe à baila aspectos da América, do Brasil e do Rio Grande do Sul. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Youtube da Assembleia Legislativa.

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