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COMISSÃO DE SEGURANÇA E SERVIÇOS PÚBLICOS
Audiência na Expointer discute formas de reduzir abigeato no RS
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 13:07-01/09/2017 - Edição: Vicente Romano - MTE 4932 - Foto: Divulgação

O Rio Grande do Sul deve fechar o ano de 2017 com o registro de sete mil ocorrências de abigeato. Embora alto, o número representa uma redução em relação ao verificado em anos anteriores. Em 2015, por exemplo, houve mais de 10 mil ocorrências deste tipo de crime, conforme dados da Secretaria de Segurança, apresentados na audiência pública conjunta da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa e da União Nacional dos  Legisladores e Legislativos (Unale), realizada na manhã desta sexta-feira (1) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

A queda dos indicadores, segundo o representante da pasta, coronel César Augusto Pereira, é resultado do trabalho da Força Tarefa de Combate ao Abigeato e da Operação Avante Rural, da Brigada Militar. A criação de cinco delegacias especializadas em crimes na área rural, anunciadas nesta semana pelo governador José Ivo Sartori, deverá, na avaliação de Pereira, deverá ser decisiva para diminuir ainda mais a prática. “Vamos tratar não só do abigeato, mas de outros crimes, como o roubo e furto de defensivos agrícolas das propriedades rurais”, anunciou.

O presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos, Catarina Paladini (PSB), afirmou que é preciso definir estratégias para combater o crime que se alastrou na zona rural por meio de organizações criminosas. “São mais de mil cabeças de gado subtraídas das propriedades, gerando um prejuízo para os pecuaristas de mais de R$ 2 milhões ao ano”, revelou o parlamentar.

O deputado Ronaldo Santini (PTB) defendeu o aumento das penas para os abigeatários e para os receptadores da carne furtada ou roubada. Para ele, o problema não se restringe à segurança pública, mas avança sobre a área da saúde da população.

Êxodo rural
O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetag), Nestor Bonfanti, considera que a insegurança no campo é o principal fator do êxodo rural na atualidade. “Antes, as pessoas deixavam a zona rural para buscar trabalho. Hoje, é para fugir da insegurança”, comparou.

Segundo ele, até os agricultores familiares vêm sendo alvos dos abigeatários. “Todas as propriedades viraram alvos. Precisamos encontrar uma forma de monitoramento destes ladrões, que não agem isoladamente, mas são profissionais e atuam em quadrilhas organizadas”, apontou.

O coronel Cleber Goulart, representante da Brigada Militar, considera que a integração é o melhor caminho para obter eficácia no combate ao abigeato. “Precisamos unir todas as forças e atuar em todas as pontas, especialmente, na receptação”, frisou.

Para o representante do Ministério Público, promotor Júlio César de Melo, o combate à prática deve focar a legislação, o desmantelamento das organizações criminosas e a fiscalização, especialmente, de frigoríficos e restaurantes.

Já a veterinária Rosane Collares, que representou a Secretaria da Agricultura, afirmou que, desde 2013 com a instituição do Comitê de Combate ao Abigeato, mais de 800 servidores públicos de cinco pastas diferentes foram capacitados para enfrentar o problema. Ela revelou ainda que o governo vem discutindo com entidades representativas do setor agropecuário a adoção de um sistema de identificação individual dos animais por meio de chip.

Modelo
O presidente da Unale, deputado estadual do Piauí, Luciano Nunes, considera que o Rio Grande do Sul está a frente dos demais estados brasileiros no combate ao abigeato e que as experiências desenvolvidas deverão servir de modelo para outros lugares.

O presidente da Comissão de Segurança da Unale,  Jesuíno Boabaid, deputado estadual de Rondônia, defendeu a adoção de penas mais severas para os abigeatários e propôs que a entidade lidere o movimento pela mudança na lei.

No final do encontro, o deputado Catarina Paladini anunciou uma série de medidas que serão adotadas pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos para contribuir no enfrentamento do problema. Entre as ações, está a criação de um grupo de trabalho para analisar questões como a integração no combate ao crime, chipagem de animais e intensificação da fiscalização. Também propôs uma ação junto ao Congresso Nacional com vistas à alteração da legislação penal.

Também participaram da audiência os deputados Elton Weber (PSB) e Ciro Simoni (PDT).

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