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Paulo Borges faz homenagem aos 150 anos da Doutrina Espírita no RS
Marco Dziekaniak | Agência de Notícias - 17:20-19/04/2007 - Edição: Jussara Marchand
Paulo Borges resgatou a história da doutrina espírita
Uma homenagem aos 150 anos da Doutrina Espírita no Rio Grande do Sul foi feita pelo deputado Paulo Borges (DEM) no Grande Expediente, na tarde desta quinta-feira (19), no plenário da Assembléia Legislativa. O parlamentar fez referência à obra O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, salientando que o espiritismo “é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal, sustentando-se fundamentalmente pela prática sistemática de suas doutrinas e pelo respeito às diferentes formas de crenças, onde todas religiões são parcelas da verdade”.
 
Conforme ele, o espiritismo revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do universo, dos homens, dos espíritos e das leis que regem a vida, enfocando ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento. O parlamentar democrata fez um resgate histórico da doutrina espírita, lembrando que no século 19, um fenômeno agitou a Europa, quando as mesas nos salões elegantes, após os saraus, eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão. O deputado ressaltou que o fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre João Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizar Rivail.
 
Ele relatou que Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes. “Ele estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os espíritos dos homens que haviam morrido”, disse. De acordo com Paulo Borges, assim nasceu o Livro dos Espíritos e o professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec, sendo que a doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico.
 
O parlamentar destacou que essa proposta de aliança da ciência com a religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A Gênese”. Ele mencionou trechos da obra ressaltando que “o espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará". O democrata enfatizou o crescimento do movimento espírita no Brasil registrando que a doutrina já era divulgada em praticamente toda a Europa no século XIX, chegando ao Brasil em 1865.
 
Ele apontou que hoje, o país é o que reúne o maior número de espíritas em todo o mundo e a Federação Espírita Brasileira – entidade de âmbito nacional do movimento espírita – congrega aproximadamente dez mil instituições espíritas, espalhadas por todas as regiões do país. “Atualmente, o Brasil possui 2,3 milhões de espíritas, de acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000. Os espíritas são o terceiro maior grupo religioso do país, sendo também o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo censo”, assinalou.
 
Paulo Borges registrou o início do espiritismo no Estado, com a fundação da Federação Espírita do Rio Grande do Sul (Fergs), em 17 de fevereiro de 1921, tendo como seu primeiro presidente Ernani Carlos Falcão Müzzel. O parlamentar salientou que a entidade surgiu como uma sociedade civil, espírita, de caráter científico, filosófico, religioso, educacional, cultural e de ação social. Ele explicou que a instituição não tem fins lucrativos, sendo resultante da união de sociedades civis, espíritas, em cujo território situa seu âmbito de ação, tendo por finalidade a unificação, orientando, coordenando e dinamizando o movimento espírita do Estado.
 
O orador do Grande Expediente garantiu que os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática da caridade, mantendo em todos os estados brasileiros asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras instituições de assistência e promoção social. Ele sustentou que Allan Kardec é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil e informou que seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o país. “Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Allan Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4 mil títulos já editados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos.
 
Ao finalizar seu discurso, Paulo Borges leu na tribuna trechos de uma página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, onde diz que “após a leitura da carta providencial, o professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro, aconchegando o livro no peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas”. Em apartes, manifestaram apoio ao pronunciamento, os deputados Miki Breier (PSB), Cassiá Carpes (PTB), Kalil Sehbe (PDT), Daniel Bordignon (PT), Alberto Oliveira (PMDB), José Sperotto (DEM) e Paulo Brum (DEM).
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