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Líder do PDT presta homenagem pelos 100 anos de João Caruso
João Silvestre MTB 9320 | PDT - 15:55-20/05/2008
Os 100 anos de nascimento do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, João Caruso, serão lembrados pelo líder da bancada do PDT, deputado Adroaldo Loureiro, em pronunciamento nesta quarta-feira (21). Parlamentar brilhante, militou no antigo PTB ao lado de Getúlio Vargas, Jango e Brizola, tendo sido eleito pela região de Erechim. Caruso foi cassado pelo regime militar e chegou a ficar 90 dias preso. Foi autor da lei da vacina obrigatória contra a peste suína, entre outras propostas de impacto. Destacou-se como secretário de Obras no governo de Brizola no Estado, quando foram construídas milhares de escolas. È considerado o autor da famosa frase cunhado não é parente.

Advocacia

João Caruso Scuderi nasceu na Itália, em 22 de maio de 1908, mas, com apenas ano e meio, veio para o Brasil, porque seu pai, médico, decidiu migrar com a família para Veranópolis – então chamada de Alfredo Chaves. Os estudos levaram Caruso para Santa Maria e Porto Alegre, onde se forma em Direito, indo execer a advocacia em Erechim.

Com 23 anos, já se destacava por suas idéias e habilidade de expressão, tanto oral quanto escrita. Seus artigos em um jornal local logo o projetam na comunidade. Estoura a Revolução Constitucionalista de 1932 e o jovem advogado interrompe os trabalhos para se engajar voluntariamente na Brigada Militar e lutar pela manutenção do governo de Getúlio.

Família e eleição

Casado com Maria Hedy Spalding, o casal teve sete filhos. Em abril de 1941, decide por naturalizar-se brasileiro, identificando-se apenas como João Caruso, que era o sobrenome de seu pai. Em 1945, ao lado de Alberto Pasqualini, Fernando Ferrari e Ajadil de Lemos, funda a União Social Brasileira, entidade cultural e política voltada à formulação e implementação de reformas institucionais de correção das distorções do sistema capitalista, organização que logo seria incorporada ao Partido Trabalhista Brasileiro, recém fundado por Getúlio Dornelles Vargas.

Em 1950, atendendo convite do então senador Alberto Pasqualini, João Caruso decide candidatar-se à Assembléia Legislativa. A comunidade erechinense e da região do Alto Uruguai lhe confere o mandato. No exercício da atividade parlamentar, o novo deputado rapidamente se destaca no embate ideológio e na formulação de proposições. Criou as leis da vacina obrigatória contra a peste suína. Eleito presidente da Casa ainda no seu primeiro mandato, substituiu o então governador Ernesto Dornelles em diversas oportunidades.

Reeleito em 1954, só assume após batalha judicial em que atuou em causa própria, indo até o STF para derrubar impugnação promovida por adversários por causa de sua naturalização.

Cunhado não é parente

Em 1958, tornou-se presidente do PTB estadual e lançou Leonel Brizola ao governo do Estado. De novo teve que impor sua sólida formação jurídica para firmar a tese de que cunhado não era parente: as forças conservadoras impugnavam a candidatura do então prefeito de Porto Alegre por ser casado com a irmã do vice-Presidente da República, João Goulart. Brizola concorre e é eleito.

Então no seu terceiro mandato de deputado estadual, João Caruso foi secretário do Interior e Justiça e, depois, das Obras Públicas, quando pôs em prática o plano de Brizola de não deixar nenhuma criança fora da sala de aula: construiu quase seis mil escolas, sobretudo nas zonas rurais. Também respondeu pela Secretaria da Agricultura.

Reeleito em 1962 para o quarto mandato, é nomeado pelo presidente João Goulart para comandar a SUPRA – Superintendência da Reforma Agrária. Enfrentando forte oposição no Congresso ultra-conservador de então, João Caruso retoma seu mandato de deputado estadual.

Com o golpe militar de 1964, João Caruso é cassado e tem os direitos políticos suspensos por 10 anos. Depois de 90 dias de prisão, volta a advogar em Porto Alegre. Morre pouco antes de se iniciar o processo de redemocratização do País, a 24 de novembro de 1978.

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