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Terezinha Irigaray recebe Medalha de Deputada Emérita em Sessão Solene no Plenário 20 de Setembro

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Projeto Pioneiras da Ecologia é aprovado na Comissão de Saúde e Meio Ambiente
Andréa Martins - MTB 6095 | PT - 11:36-18/04/2012 - Foto: Galileu Oldenburg

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente aprovou em reunião ordinária, nesta quarta-feira (18), por 8 votos, todos os parlamentares presentes, o projeto que dispõe sobre o Prêmio de Reconhecimento pela Atuação para a Sustentabilidade Socioambiental, no âmbito do Rio Grande do Sul, de autoria da deputada Marisa Formolo (PT). O projeto chamado por Marisa de Pioneiras da Ecologia já teve parecer favorável à tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e agora será votado em plenário.

A premiação tem como finalidade o reconhecimento público às personalidades e instituições que se destacarem com realização de ações que contribuam para o desenvolvimento ambientalmente sustentável, e será concedida anualmente, entregue em ato solene, em data próxima ao dia cinco de junho, o dia internacional do meio ambiente.

Aos premiados será concedido o Troféu Pioneiras da Ecologia – Hilda Zimmermann, Giselda Castro e Magda Renner. “O nome do prêmio é uma forma de homenagear as mulheres que sempre tiveram uma preocupação ecológica. Também queremos fazer uma homenagem à estas três magníficas guerreiras da ecologia, que em tempos muito difíceis assumiram a defesa do ambiente”, destaca Marisa Formolo.

O projeto de resolução prevê premiação nas seguintes categorias:

I – individual: rural – para atividade e iniciativa na área rural, da produção agrícola e não-agrícola, compreendendo-se aí, agricultura, pecuária, pesca, extrativismo, ou artesanato rural;

II – individual: ativismo político - Iniciativa da cidadania relacionada ao desenvolvimento sustentável, ação de educação e conscientização ambiental, consumo sustentável, conservação e preservação ecológica;

III – individual: profissional – para profissional que se destacar na sociedade em temas socioambientais ou em áreas técnicas de pesquisa, educação, saúde, engenharias, alimentação, ciências humanas, sociais ou jurídicas, administrativa, ou demais áreas, que de alguma forma contribuam no tema da sustentabilidade socioambiental;

IV - institucional: organização socioambiental ou socioeconômica - Organização associativa, cooperativa, Organização Não Governamental (ONG) ou Organização Social de Interesse Público (OSCIP), que atue na sustentabilidade socioambiental;

V – institucional: geração e acesso ao conhecimento – para Instituição de pesquisa, de extensão e ou educacional, que tenha ação na área da sustentabilidade socioambiental;

VI – institucional: cadeia produtiva – para empresa que desenvolva ação na perspectiva da sustentabilidade socioambiental.

Hilda E. Wrasse Zimmermann

Hilda E. Wrasse Zimmermann é gaúcha de Santa Rosa. Nasceu em 25 de abril de 1923. Casou-se em 1960 com Dr. Juarez Romano Zimmermann com o qual teve duas filhas, Patrícia e Lívia. Em 1971 fundou, com José A. Lutzenberger e outros companheiros a AGAPAN – Ass. Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural. Suas principais lutas nessa entidade:

Desde 1971 – lutas pela arborização urbana; contra a poluição e contaminação da Borregard (Riocel); Presrvação das Ilhas do Delta do Jacuí; Retirada do Lixo das Ilhas; 1ª Campanha de Coleta Seletiva do Lixo (1975); Parques e Reservas (Itapuã; Guarita –Itapeva....); Contra a matança das baleias entre outras;

Em 1977, estabelecendo estreita relação entre presrevação ambiental e causa indígena entrou para a Causa Indígena fundando a ANAÍ – Ass. Nacional de Apoio ao Índio através da qual teve contato com lideranças indígenas em nível local, nacional e internacional. Lutou e conseguiu devolver terras para os primeiros donos: os índios brasileiros;

Em 1983/84 fundou a União Pela Vida entidade onde aliou as duas correntes. Nela lutou por Parques e Reservas, no Projeto Genoma, pelo abate humanitário dos animais, contra a caça esportista; Seu pioneirismo também se estendeu junto ao Movimento de Meninos e Meninas de Rua (desde 1986). Como presidente da SAMBRAS/RS – Soc. Amigos da Amazônia Brasileira enviou 3 lotes de denúncias ao Ministério Público Federal. Todas Elas comprovadas. Desde 2003 luta para termos na presidência da república uma ecologista.

Magda Elisabeth Nygaard Renner

Nasceu em Porto Alegre, em 1926. Começou a atuar na preservação ambiental antes mesmo de surgir a palavra ecologia. Isso aconteceu a partir do início de seu trabalho na ONG Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG), na qual ingressou na década de 1960.
 
Em 1972, após assistir uma palestra do ecologista José Lutzenberger, fundador da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), Magda - que é nora de A. J. Renner, um dos maiores nomes da indústria gaúcha - iniciou efetivamente sua militância pela causa ambiental.

Sua atuação contabiliza episódios como a luta contra a maré vermelha que atingiu o litoral gaúcho na década de 1970, e contra os aterros de resíduos nas ilhas do Guaíba. Nos anos 1980, engrossou passeatas que alertavam sobre os problemas decorrentes da instalação do Pólo Petroquímico de Triunfo, o que acabou contribuindo para que o grupo de empresas seja hoje modelo de responsabilidade ambiental. Também foi decisiva sua atuação no lobby ecológico durante a elaboração da Constituição de 1988.
 
Giselda Castro

Faleceu no último dia 6 março aos 89 anos. Giselda Escosteguy Castro é lembrada como a mais brava das militantes gaúchas que, oriundas de um movimento político conservador criado em março de 1964, adotaram bandeiras do feminismo e por fim se tornaram as vozes mais ativas do movimento ambientalista, ao lado de Augusto Carneiro e José Lutzenberger (1926-2002), fundadores da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), criada em 1971.

Giselda nasceu em 6 de janeiro de 1023 na cidade de Santana do Livramento. Graduou-se no curso de letras. Foi casada com Ernesto Llopart Castro, teve 3 filhos.

Em 1974 ingressou no movimento ecológico da ADFG – Ação Democrática Feminina Gaúcha. Em 1980 formalizou com a Organização Amigos da Terra, nos Estados Unidos, a parceria com a ADFG. Entre suas lutas destaca-se o trabalho de denúncia do uso da energia nuclear. Em 1988 participou em Buenos Aires do Congresso Internacional sobre Responsabilidade dos Cientistas, Paz e Desarmamento, quando denuciou um acordo entre os governos militares argentino e brasileiro para armazenamento de dejetos nucleares, que acabou não acontecendo.

Foi responsável pela inclusão, em 1988, da ADFG-Amigos da Terra no comitê de ONGs que trabalham junto ao Banco Mundial contra o monopólio das sementes, por uma nova Ordem Internacional e um Novo Modelo de Desenvolvimento. Permaneceram no Comitê até 1990, quando se retiraram por discordâncias com os encaminhamentos e falta de ações concretas. Em 1987 foi porta-voz da Frente Ecologista na Assembleia Constituinte.

A luta contra os defensivos agrícolas e amplitude internacional, que resultou na Lei dos Agrotóxicos, também foi uma das batalhas levadas adiante por Giselda.

Versão de Impressão
Comissão de Saúde e Meio Ambiente


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