SESSÃO PLENÁRIA
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 17:37-12/07/2017 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Marcelo Bertani
Sessão plenária de quarta-feira, 12 de julho

Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados e deputadas durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (12). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.

Nelsinho Metalúrgico (PT) criticou a aprovação da reforma trabalhista pelo Senado Federal na última terça-feira (11). Segundo ele, os senadores brasileiros, em conluio com empresários que têm a mentalidade no século XVIII, produziram uma grande tristeza para a classe trabalhadora ao rasgarem a CLT. “Este Senado, cuja grande maioria é investigada, quase conseguiu revogar a Lei Áurea e transformou os trabalhadores brasileiros em semiescravos. A partir de agora, as férias serão fatiadas à mercê da vontade do patrão, as grávidas e as lactantes poderão trabalhar em áreas insalubres e a instituição do trabalho intermitente permitirá que o empregado receba menos do que um salário-mínimo por mês”, elencou.

Stela Farias (PT) disse que a reforma desmonta a legislação trabalhista brasileira e acaba com direitos consagrados dos trabalhadores. “Este é o verdadeiro golpe”, apontou. A deputada falou também sobre a condenação do ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão. Stela classificou a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro de esdrúxula e monocrática, cujo objetivo é “abafar a repercussão negativa da reforma trabalhista no Brasil e no mundo”. Para ela, não há provas para condenar o ex-presidente, pois “só o que foi provado até agora é que o tríplex é da Caixa Econômica Federal e não de Lula, como se aferra o juiz de primeira instância”. O verdadeiro alvo da sentença, na avaliação da petista, são as eleições presidenciais de 2018, cujas pesquisas mostram Lula em primeiro lugar. Ela acredita, no entanto, que a decisão de Moro será revertida em segunda instância.

Sérgio Turra (PP) criticou a conduta de um grupo de senadoras da oposição que ontem (11) ocupou a mesa da presidência do Senado para evitar a votação da reforma trabalhista. “Foi uma atitude escandalosa, ridícula e constrangedora que tentou impedir os trabalhos e não contribuiu em nada para a democracia. Se tivessem argumentos, teriam vencido no voto”, apontou. O progressista considera que está na hora de atualizar a legislação trabalhista do Brasil para gerar novos postos de trabalho para os 14 milhões de desempregados no País. “A reforma dará mais liberdade às relações de trabalho, permitindo as partes negociar e exercer, democraticamente, seus direitos”, frisou. Turra relativizou as críticas da oposição à reforma e disse que “o que tira o sono da esquerda é o fim do imposto sindical obrigatório”. “Acabou a farra com imposto sindical. Chega de baderna nas ruas com o dinheiro do trabalhador”, concluiu.

Gerson Burmann (PDT) fez referência ao edital para a instalação de um curso de Medicina no município de Ijuí, lançado na semana passada pelo governo federal. “É uma luta antiga que começa a dar seus primeiros passos para a concretização. Ijuí já é um polo regional na área da saúde com três hospitais, e o curso de Medicina será fundamental para desenvolver ainda mais a região”, acredita. O parlamentar revelou que a abertura do curso levará cerca de 300 profissionais ao município ao longo de seis anos para formar 50 médicos por ano. “Toda a região ganhará com isso”, pontuou.

Zilá Breitenbach (PSDB), ao registrar a aprovação, no Senado Federal ontem, da reforma trabalhista, refutou afirmações de parlamentares contrários à reforma de que, com a aprovação da lei, empresários iriam maltratar trabalhadores. Também criticou a atitude das senadoras que ontem ocuparam a Mesa do Senado, impedindo o andamento normal da sessão, salientando que as instituições brasileiras devem ser respeitadas. Ainda teceu elogios ao governador José Ivo Sartori por estar investindo na Segurança Pública.

Marcel van Hattem (PP) referiu a condenação do ex-presidente Lula, pelo juiz Sérgio Moro, destacando ser esta a “primeira vez na história deste país que um ex-presidente é condenado a 9 anos e meio de por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Corrupto comprovado precisa pagar pelos seus crimes”, salientou van Hattem, ao elogiar os trabalhos desenvolvidos por Moro.

Tiago Simon (PMDB) considerou um avanço fundamental para as relaççoes de trabalho no país a aprovação, ontem, da reforma trabalhista no Senado Federal. Considerou “um triste espetáculo” a ocupação da Mesa por senadoras da esquerda, fato que “retrata o descaso e o desprezo às instituições do país”. Ao referir a condenação de Lula, salientou ter esta decisão um significado fundamental para a mudança de paradigma de no país de um ambiente de corrupção e de impunidade. E também destacou o importante papel que as instituições vêm exercendo em prol da democracia.

De volta à tribuna, Sérgio Turra (PP) rebateu afirmação do ex-presidente Lula de que se fosse condenado não vale a pena ser honesto no Brasil. “Vale a pena, sim, ser honesto neste país”, acrescentou, ao destacar a necessidade de se acabar com o desrespeito e a arrogância de alguns políticos como o ex-presidente, defendendo que todos os que colocaram a mão no dinheiro público devem ser condenados. “Outros processos virão contra Lula e o chefe desta organização criminosa que acabou com o país também deverá ser condenado”, concluiu.

Também ocupando a tribuna novamente, Marcel van Hattem (PP) criticou colegas de esquerda que comemoraram a ocupação da Mesa da Presidência do Senado por senadaras do PT e do PCdoB. “O que houve no Senado, ontem, é um atentado contra a democracia representativa, um absurdo total”, frisou. Ainda afirmou que reforma trabalhista veio para beneficiar aos trabalhadores, ao contrário do que insistem em dizer políticos da esquerda.

Nelsinho Metalúrgico (PT) fez da tribuna a denúncia de que, via facebook, está recebendo ameaças, assim como seus familiares, por contra de sua militância em favor de imigrantes, refugiados e comunidade muçulmana. Destacou estar tomando providências junto às polícias Federal e Civil para que isso possa ser averiguado e identificada a procedência da ameaça. Recebeu a solidariedade do deputado Marcel van Hattem.

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