SESSÃO PLENÁRIA
Pronunciamentos na tribuna nesta quinta-feira
Olga Arnt* - MTE 14323 | Agência de Notícias - 17:31-13/07/2017 - Foto: Marcelo Bertani
Sessão plenária de quinta-feira, 13 de julho

Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados e deputadas durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quinta-feira (13). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.

Depois de se somar às homenagens à Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Tarcísio Zimmermann (PT) afirmou que esta semana entrará para a História como “uma página triste” para os trabalhadores brasileiros. “Um dia após o Senado Federal destruir a CLT e enterrar conquistas históricas da classe trabalhadora, o ex-presidente Lula foi condenado num processo político sem provas de sua culpa e sem que a Justiça considerasse as provas de sua inocência”, declarou. Além disso, segundo o petista, a maioria parlamentar que “golpeou a ex-presidenta Dilma articula um novo golpe para evitar que Temer seja julgado”. O parlamentar lembrou as ações e programas realizados pelo governo Lula em benefício da população mais pobre do País e disse que defender o ex-presidente é “um imperativo de quem defende a democracia”.

Lucas Redecker (PSDB) fez referência à passagem dos dez anos do acidente com o avião da TAM, que vitimou 199 pessoas, entre as quais o seu pai, o deputado federal Júlio Redecker. “Todos os anos, venho à tribuna lembrar o episódio para que ele não caia no esquecimento e para informar sobre o andamento do processo judicial”, salientou. Ele revelou que o processo está estagnado em relação à punição dos culpados pela tragédia. “Os acidentes aéreos, normalmente, têm várias causas. No caso, foi o somatório entre falhas humanas e mecânicas. Pensávamos que dez anos depois, poderíamos punir os culpados. Mas uma decisão do Tribunal Regional de São Paulo inocentou três acusados”, declarou. Segundo ele, a culpa foi transferida aos pilotos em virtude de defeito no avião, que dificultou o pouso da nave.

Sérgio Turra (PP) afirmou que o País atravessa tempos difíceis, de inversão de valores éticos e morais. “Assistimos a um debate em que opositores utilizam os mesmos argumentos para se defender. Temer, o primeiro presidente a ser denunciado por corrupção passiva, alega que a culpa é do delator e que a denúncia não passa de ilação. Lula diz o mesmo, acrescentando que sofre perseguição política. Mas o fato é que ambos romperam a lei e jogam a culpa em quem está fazendo o seu papel. A lei deve valer para todos. O lema rouba, mas faz não serve para ninguém.Precisamos de sabedoria para enfrentar este momento difícil”, concluiu.

Vilmar Zanchin (PMDB) falou sobre o licenciamento para a instalação de 21 hidrelétricas no Rio Grande do Sul, coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. “Alguns processos estavam tramitando há mais de uma década. Há seis meses, o governo do Estado montou uma força-tarefa e hoje saiu a autorização para as obras”, anunciou, lembrando que os empreendimentos deverão chegar a R$ 3 bilhões em investimentos. Zanchin reafirmou a importância dos polos tecnológicos para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e revelou que a meta do governo é aumentar o volume de recursos para o setor nos próximos anos. Por fim, o peemedebista falou sobre a condenação do ex-presidente Lula e criticou a postura de alguns petistas, que consideram política a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro. “As ruas do Brasil estão aplaudindo a coragem do juiz que olha um ex-presidente como uma pessoa normal, que não está acima da lei”, finalizou.

Regina Becker Fortunati (Rede), ao fazer uma análise mais ampla do momento histórico em que vive o país, com o impeachment da ex-presidenta Dilma e a tentativa, agora, de afastamento do presidente Temer, observou que lamentavelmente “não conseguimos identificar que força é esta que hoje atua para retirar toda a estrutura que está no Poder. Nós não podemos ser ingênuos – observou - em pensar que uma parte das instituições democráticas age sozinha; não podemos ter esta pureza de achar que isto que está acontecendo com o presidente Temer e a estrutura de governo seja um movimento espontâneo de alguma instituição brasileira”. E acrescentou: “Esta articulação faz parte de uma coisa muito maior, de um movimento que talvez somente a história poderá contar qual a origem e qual a intenção. Foram dois golpes, o primeiro já constituído e o segundo em vias de acontecer. Quais os interesses que permeiam estas iniciativas, quem é que patrocina, quem é que articula e por que isto está acontecendo?”, questionou a parlamentar.

Marcel van Hattem (PP) repudiou as manifestação que o ex-presidente Lula tem feito a respeito de sua condenação. Destacou ter sido a Justiça brasileira que condenou o ex-presidente e defendeu ser essencial à democracia o respeito ao Estado de Direito. As declarações de Lula, de que sua condenação foi política, é, para o parlamentar, um deboche ao cidadão brasileiro, ao Poder Judiciário, à democracia e ao Estado de Direito.

De volta à tribuna, Lucas Redecker (PSDB), comentou que a condenação de Lula não foi novidade a quem acompanha o que acontece no país. Disse esperar que o ex-presidente continue condenado, mesmo recorrendo, e reafirmou, como fez em outras oportunidades, não concordar com a permanência do PDSB no governo Temer. “O PSDB tem que sair do governo Temer para ter posição, e não para fazer oposição, como como muitos dizem. O que o PSDB não pode fazer – concluiu - é ser base de apoio de um governo em que ele mesmo tem um encaminhamento do STF para anular a chapa Dilma-Temer”.

Marcel van Hattem (PP) elogiou a manifestação de Lucas Redecker (PSDB), dizendo que é a mesma a postura da bancada do PP e do partido no Rio Grande do Sul desde o início atual da crise política. “Temos dito”, afirmou, “doa a quem doer, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém, dentro do partido vamos cuidar ainda mais para apontar os erros dos outros”. Destacou a postura do pai de Lucas, Júlio Redecker, que foi filiado ao PP e depois optou pelo PSDB. “Segue o caminho da ética e não deixa os gaúchos envergonhados de sua postura”, salientando que a honestidade faz parte da índole de quem quer prestar o bom serviço ao público. Disse, ainda, que a condenação do ex-presidente Lula a 9,5 anos de prisão certamente será confirmada pelo TRF4 e “teremos uma página mais ética e justa, em que os políticos de caráter serão a maioria representando a população brasileira".

* Colaboração de Francis Maia

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