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TRIBUNA
Pont critica indicações da nova equipe econômica
Gilmar Eitelwein - MTE 5109 - 17:26 - 11/12/2014

O deputado Raul Pont expressou sua contrariedade em relação aos rumos da economia brasileira, a partir do anúncio da nova equipe econômica. Em pronunciamento na Tribuna da Assembleia, nesta quinta-feira (11), ele disse que não concorda com a indicação de Joaquim Levy para ministro da Fazenda por este representar tudo aquilo que o atual governo vem combatendo, nos últimos anos, e por este, de certa forma, atender aos interesses da oposição derrotada nas urnas, ao capital especulativo, à política de concepção monetarista e de austeridade fiscal. “Com estas indicações, aparentemente o mercado e a oposição parecem estar vencendo este primeiro round, pois elas não expressam o resultado eleitoral. Efetivamente, o que defendemos é uma política de distribuição de renda e a busca por uma sociedade cada vez mais igualitária, justa e fraterna”, afirmou

Para o deputado, a nova equipe econômica difere muito da linha, correta, segundo ele, adotada pela presidenta Dilma e o ministro (Guido) Mantega, nos últimos anos. “O governo conseguiu, num período de turbulência e crise internacional, manter investimentos públicos consideráveis, a elevação dos salários, a economia centrada na redução das desigualdades sociais e o país com certa estabilidade e previsibilidade econômica. Basta olhar para os altos índices de desemprego, queda na renda e problemas sociais enfrentados por países como Grécia, Espanha e Portugal”.

Ciente de que a forma do presidencialismo brasileiro possibilita ao dirigente máximo da nação a manutenção do controle sobre a política econômica, como Dilma Rousseff fez no atual governo, Raul Pont salientou que preferia ver no comando da economia algum técnico ou político mais afinado com a manutenção do crescimento econômico, dos salários e do emprego. “Digo isto em função do recente debate ocorrido na Câmara Federal e toda a alaúsa criada em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A oposição fez uma verdadeira guerra em torno de uma cortina de fumaça, para esconder o que de fato está em jogo”.

Terceiro turno

Segundo o parlamentar, estabelecer previamente taxas elevadas de superávit primário não é elemento central. “O governo tomou a medida correta e necessária, não há razão neste momento para que tenhamos um comprometimento prévio com um superávit primário exagerado, porque, no caso brasileiro, não temos nenhuma preocupação com a inflação, não existe qualquer ameaça de que ela saia do controle”, enfatizou, lembrando que no governo FHC a média da inflação foi de 9,56%, no governo Lula, de 6,4% e, no governo Dilma, de 6,08%.

"Isto tudo é uma falácia, pretende, na verdade que se volte à política de garantia de lucros dos grandes empregadores e estimular o rentismo financeiro. Hoje, no Brasil, a própria burguesia industrial está mais preocupada com seus diretores financeiros do que os de produção”, constatou, apontando para as possibilidades de uma taxa de crescimento maior dados os lucros dos bancos e das empresas. “O Brasil tem uma capacidade ímpar, singular, como poucos países do mundo, de investimento por parte do setor público. Não há razão para que não tenhamos taxas maiores de crescimento econômico. Isto ocorre exatamente porque, nos últimos anos, se estabeleceu uma queda de braço que ainda não terminou, e que ainda não foi digerida e aceita pelo grande empresariado e a grande burguesia nacional”, encerrou, desejando ser esta posição, por parte do governo federal, temporária e que o país possa retomar uma política econômica e social mais agressiva, a exemplo dos últimos anos.

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