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EDUCAÇÃO
Pont defende sistema de ciclos na educação básica
Gilmar Eitelwein - MTE 5109 - 17:15 - 09/09/2014
O deputado Raul Pont (PT) defendeu o sistema de ciclos como o melhor para a educação básica no Brasil. Segundo ele, o sistema inciado pelo PT a partir de 1988 e consolidado na Prefeitura de Porto Alegre durante sua gestão como prefeito (1997-2000), foi debatido com todos os professores, pais e escolas do ensino fundamental, aceito majoritariamente e se tornou uma referência nacional. “Até o Estado de São Paulo, governado há 20 anos pelos tucanos, já adotou o sistema em sua rede estadual”, afirmou o parlamentar em resposta à crítica de parlamentares tucanos à suposta má preparação dos alunos para enfrentar o futuro mercado de trabalho.

Pont lembrou que os índices de reprovação, resultado de décadas de opção por um sistema velho e excludente, ainda são altíssimos. Mas que já estão mudando aqui no Rio Grande do Sul, basta ver os números do Ideb divulgados esta semana, apontou, referindo-se ao fato do Estado ter saltado da décima para a segunda posição nacional. “A escola não pode ser um instrumento de exclusão, a criança, se reprovada na primeira série, enfrenta resistência na própria casa. Isto é um crime”, enfatizou. “Ela volta para casa já com um carimbo e uma estigmatização absurda”.

Desconhecimento

Para o deputado petista, é natural que figuras como o deputado Pedro Pereira, absolutamente ignorantes em temas como educação, pensem assim. “Ele sequer sabe que em Porto Alegre, onde o partido dele também participa da gestão, fizeram campanha enorme contra os sistema de ciclos, mas quando assumiram a prefeitura trataram de manter o sistema”. Segundo Pont, por uma razão muito simples: é um sistema muito melhor.

“É uma visão de escola inclusiva, plural, tolerante, que não expulsa, não estigmatiza, onde a criança não é refugada. O que temos que garantir, em primeiro lugar, é que ela fique na escola e aprenda, não que seja excluída. Tem criança que aprende mais rápido, outras enfrentam dificuldade em determinadas matérias. É complexo, o sistema é mais caro, exige que Estado e Município garantam um numero maior de professores para aquelas crianças com alguma dificuldade, que necessitam ser acompanhadas, mas no final vale a pena. A criança que se sente rejeitada não volta à escola. Os municípios que desenvolveram esta experiência não voltam atrás. É uma visão tacanha esta do deputado Pedro Pereira”, concluiu.

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