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POLÍTICA
Para Raul, mídia tenta impor mudança do quadro eleitoral
Gilmar Eitelwein - MTB 5109 - 17:51 - 19/08/2014 - Foto: Marcelo Bertani
O deputado Raul Pont (PT) denunciou nesta terça-feira (19) a tentativa dos grandes grupos de comunicação do País de criar uma solução messiânica para o País, voltada apenas a seus interesses e a de grandes grupos econômicos. Para o líder petista, tentam inviabilizar a reeleição de Dilma Rousseff forçando a construção de uma candidatura, no caso de Marina Silva, praticamente obrigando o PSB a adotá-la, antes mesmo de consultar suas bases. “Já vivemos situação semelhante com o Collor de Melo, que era uma invenção midiática, forjada num partido criado só para isto (no caso o PRN), uma candidatura sem sustentação partidária que visava apenas impedir a eleição de Lula. Deu no que deu”.

Raul chamou a atenção para a maneira com os grandes veículos de comunicação do País se posicionaram imediatamente após o acidente que vitimou Eduardo Campos, assumindo em editoriais e através de seus principais colunistas a defesa da candidatura de Marina Silva e criando constrangimento público ao PSB antes mesmo que este pudesse se reunir, discutir e estabelecer, como partido, um posicionamento sobre o processo. “Viram que ela seria a única possível de modificar o quadro político-eleitoral vigente, demarcando um anti petismo e apostando numa reviravolta”.

Esquizofrenia
O deputado lamentou que a imprensa no Brasil queira estabelecer suas vontades e interesses, substituindo o processo democrático via partidos. Lembrou que Marina ingressou temporariamente no PSB porque não conseguiu viabilizar seu partido, a Rede e a imposição de sua candidatura por parte da mídia estabelece uma total ausência de análise da política brasileira neste momento. “Sabemos que as eleições se darão com as mesas regras do jogo – predomínio do poder econômico, trinta e três partidos na disputa, financiamento de pessoas jurídicas a pessoas e não a partidos. Ou seja, caminhamos novamente para que, no Congresso Nacional, não seja dada ao eleito mínimas condições de governabilidade; a atual esquizofrenia será mantida”.

Se nos últimos governos, sustentados pelos maiores partidos, tivemos enormes dificuldades em garantir a governabilidade com um mínimo de segurança nas relações com o Congresso, imaginem num hipotético quadro criado pela mídia, onde Marina seria a salvadora da pátria, continua. “Estaríamos lançando o país na maior irresponsabilidade, total e absoluta esquizofrenia entre legislativo e executivo. É evidente a tentativa de estabelecer que é melhor que o circo pegue fogo do que se apontar uma solução através de uma liderança inquestionável como da presidente Dilma”.

Na opinião do petista, trata-se de uma irresponsabilidade da classe midiática brasileira tentar criar a ideia da terceira via quando, na verdade, há apenas oposição ao atual projeto e a defesa do retorno ao velho liberalismo, capitaneado por economistas da mesma estirpe, formados pela mesma escola. “Não é verdade que Lula e Dilma tenham conseguido manter maioria no Congresso, exatamente pela situação esquizofrênica da vida política brasileira, onde os partidos, com raríssimas exceções, não tem unidade nacional nem coesão programática”, concluiu. “Precisamos viver não apenas de eleições, mas de situações que os eleitos tenham sustentação política para levar adiante seus projetos”.

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